quarta-feira, 13 de novembro de 2024

As surpresas que a vida nos dá quando estamos distraídos, por Carla Souza Farrapa

Em 2011, em meio a um momento meu interno, de que não queria mais me relacionar, queria paz e tranquilidade, pois todos os meus relacionamentos nunca deram em nada e eu estava sem paciência para conhecer alguém, namorar e toda aquela coisa, eis que o amor me achou, literalmente Além-mar, eis que ele me achou aqui em Curitiba-Paraná no Sul do nosso imenso Brasil.

E, após longos meses de namoro virtual, eis que fui para Portugal encontrar o hoje meu marido, todos falavam, vai lá e toma vinho, experimenta, vai gostar!

Mas eu teimosa que sou, pensava detesto vinho, é doce, sem graça, prefiro chopp, cerveja, destilado e afins!

Templo de Diana em  Évora Portugal.

E também come Bacalhau, lá é a terra do Bacalhau, e eu no auge da minha sabedoria, dizia o Bacalhau não é Português.....

Bom cheguei lá na terrinha e meu namorado na época me perguntou “ta com fome”, obvio quase 10 horas de vou e no total 24 horas de aeroporto e viagem, então ele alegremente me disse, vamos comer um bacalhau assado?

Eu mais que ligeira, dei a volta e fomos comer algo mais leve, uma Caldeirada (prato típico da região) kkk ...um grande risoto de arroz com todos os frutos do mar que a gente pode imaginar e os que não também, delicioso, divino, para quem adora frutos do mar!

E nesses dias que fui conhecendo Lisboa, Algarve, Porto, sempre dei um jeito de fugir do vinho e do tal Bacalhau, era verão temperatura de 40 graus, o pessoal na praia tomando vinho verde, branco, rose, e eu quero cerveja, água, refrigerante, sucos e tal vinho não entrava no meu repertório.

Afinal não gostava, achava chato, sem graça, pobre mortal, mas assim foi por vinte dias, até que um dia na hora do almoço meu atual esposo como bom português e já indignado com o fato de eu sempre dar a volta e não provar as pérolas da casa, simplesmente me convocou a comer Bacalhau assado.

Me senti encurralada, sem saída, então vamos lá comer o tal Bacalhau que na minha cabeça era tão sem graça e ruim como o vinho.

Fomos num restaurante beira de estrada, tipo esses que achamos nas Br’s do Brasil quando vamos para o litoral, onde falamos que se tem caminhoneiro a comida é boa.

E lá me foi apresentado o melhor Bacalhau do mundo regado ao vinho da casa, que entendi na hora não tem nada parecido com o que eu havia provado, e a memória que eu tinha registrada na minha cabeça.

Comi, bebi e repeti e se deixassem ficaria ali até o jantar ou a próxima refeição, o vinho frutado, leve, seco, que na hora harmonizou com o bacalhau e as batatas ao murro, um manjar dos Deuses, me senti Afrodite.....

E nesse momento, já no último dia de viagem aprendi a degustar um bom vinho e a diferença que isso faz no prato principal, sim ainda tomo cerveja e gosto de tequila, mas o vinho ganhou meu coração assim como hoje aquele que apresentou esses sabores ganhou meu coração.

Se sei sobre vinho? Venho aprendendo a Treze anos e nem chego perto de saber o mínimo, mas sim é um mundo a parte, o sensorial que uma harmonização bem-feita faz nos nossos sentidos!

Convido a todos a deixar os preconceitos de lado e provar a VIDA, ela pode te surpreender maravilhosamente! E aprender sobre o mundo maravilhoso que a enogastronomia nos traz!

Só para contar foi nessa terra de comidas deliciosas, queijos e vinhos dos Deus, que fui pedida em casamentos em frente ao Templo de Diana em Évora, mas isso é história para outro dia!

 Viva os Deuses do amor e do vinho que habita em nós!

Além do Salto! Sendo além dos sabores e aromas!

 

Carla Souza Farrapa

@alemdosaltooficial

www.alemdosalto.online

 

 

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